[Resenha] Sobre a escrita – Stephan King2 min read

O livro que todo escritor deveria ler.

Escrever é uma atividade que me conforta. Acalma os demônios da minha mente e reorganiza o imensidão da imaginação que todos os dias quando acordo parece vir energizada com possibilidades infinitas de histórias e momentos vividos. Sem a escrita eu não teria como saciar a mente e esvaziar um pouco a cabeça e estaria numa complexa bomba de pressão; explodiria a qualquer momento. Torcendo para não explodir em forma de ansiedade e cometer um suicídio. Certamente a mídia não iria noticiar da mesma forma que fizeram com Chris Cornel ou com Chester Bennington que engoliu a imagem de todas as mortes anteriores pelo final do ano inteiro.

Escrever para mim é algo prazeroso. E espero que seja para você também, ou ao menos que você entenda todo esse valor apenas como um amante da leitura. Stephan king sabe bem como é escrever por amor, por prazer ou pela necessidade de esvaziar a cabeça, e pôs todas as dicas possíveis neste livro SOBRE A ESCRITA.

Eu posso dizer com certeza que para um jovem escritor esse livro realmente liberta. Se eu tivesse disponível esse guia quando comecei a escrever não teria passado por diversos problemas de aceitação. Teria escrito e apenas isso. Stephen king mostra com sua vida que é possível viver do que gosta, mas antes disso acontecer você terá que escrever se contorcendo em qualquer lugar sem frescuras sem conforto, sem equipamentos.

A escrita é retratada como um ensaio telepático aonde os pensamentos do autor se conectam mesmo com a distância física e o tempo. É brilhante e honesta a forma como ele expressa todo o contexto de sua arte, além da disciplina. Sua vida é retratada como parte de tudo, mais uma vez com uma honestidade incrível, que o torna ainda mais humano e não apenas aquela imagem superior que os leitores possuem. Os altos e baixos vividos por seus intensos problemas com vícios e suas superações. A real admiração e o companheirismo que ele possui com sua esposa, uma cúmplice de devaneios e incentivadora.

Toda a bagagem nos traz um pensamento único de poderio. Eu me agarrei a frase: “escrever não é para covardes”. Isso se encaixou perfeitamente com minha visão, uma palavra desonesta é um texto inteiro sem valor.

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