Tempo(s) perdido(s)1 min read

Todos os dias quando acordo. Não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo…

Tempo escasso, tempo vago. Tempo perdido. Tudo é questão de interpretação? Seria o meu tempo menos vago do que o do outro? O tempo mais útil poderia ser o que te faz gastar mais tempo para ter tempo para o futuro vago? Ou seria o tempo vago o mais proveitoso daqueles que se usa para qualquer atividade desgastante e possivelmente divertida?

Seria ideal gastar o tempo sem ter tempo para pensar? Seria justo gastar o tempo sem ter tempo para gastar? A troca justa pelo peso que carrega toda alma vivente e social, parece existir ao mesmo passo que a faminta agressividade de um leão, que quase sem escolha dilacera a presa sem ter tempo a perder. Com medo de ficar faminto? Ou de perder tempo ganhando tempo com a dor? Mas no social a agressividade oculta se faz amena na boca de quem a recita, mas no tempo de quem gasta se torna feroz, sangrenta e te faz escolher entre a vida e a morte (sem tempo de viver).

Todos os dias quando acordo, não tenho mais o tempo que passou, mas tenho muito tempo… tenho todo o tempo do mundo, mas o mundo não me tem em seu tempo.

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