Resenha, não tão resenha, do filme Logan5 min read

O ato de escrever é para mim, além de profissão, um hobby feliz que me garante a minha eterna vontade de ensinar, explicar, expressar ideias… Enfim, me mostra que eu tenho algo à dizer, e se eu tenho algo à dizer preciso de alguém para ouvir, nesse caso, ler. Pois bem, trarei aqui no blog algumas resenhas, não tão resenhas assim, sobre filmes, séries, livros, e tudo o que eu tiver vontade. Talvez você entenda a questão da parte “Não tão resenha assim” após ler esta primeira, feita sob a experiência ao assistir esse emocionante filme no cinema.

Pois bem, começou com o dia tranquilo de trabalho, na verdade, cinco horas de trabalho e os alunos de reforço da tarde cancelaram a aula por um passeio qualquer, o que casou perfeitamente com os planos de um descanso bem intencionado no cinema. A escolha do filme não demorou muito, Powers rangers ganhou de Logan no julgamento prévio de minha filha de seis anos de idade. Alguns dirão: – Como você vai levar uma criança de seis anos para assistir filmes com classificação indicativa de 16 anos? Logo respondo que não estou educando uma criança alienígena, ela conhece a morte, assim como sabe o que significa sangue e os outros problemas que existem no nosso mundo. Não tenho como educar uma criança para o mundo fingindo que ele é melhor do que realmente é.

A menina queria assistir Power rangers, e uma rápida pesquisa no peixe urbano me fez comprar ingressos para os dois filmes, um às 18h30 e o outro às 20h40. Pois começamos com Power Rangers, que farei uma “resenha, não tão resenha” dessas assim que acabar de publicar este texto. Então vamos à Logan.

O cinema possuía um sistema de cadeiras marcadas, ou seja, a pessoa que compra o ingresso escolhe onde vai sentar de acordo com o que estiver disponível. Eu escolhi às cadeiras de numero 3, 4 e 5, onde foram preenchidas por minha filha, minha esposa e eu. Tive que ver o filme ser pausado porque algumas pessoas estavam sentadas em assentos alheios e ainda não queriam sair do lugar. O que significa que presenciei os ignorantes reivindicando direitos que não possuíam. De repente surge um ser do submundo pedindo que eu me retirasse de minha cadeira informando que aquele lugar não era o meu, tive que reencontrar os ingressos e provar apenas lendo os números atrás das cadeiras que eu estava certo e que o que ela procurava estava na outra extremidade.

O ser do submundo continuou a resmungar e sentou-se em cadeiras à frente, mesmo com a comprovação na sua cara eles ainda estavam querendo sentar em lugares de sua escolha aleatória, mas depois de algumas conversas e gritarias por parte dos invasores de assentos o filme retomou o lugar. E começou.

O mano Logan estava a destruir o peito de alguns caras intimidantes. O filme foi bastante sério, as situações em que o Logan e o Xavier se encontravam eram surpreendentemente tristes. O silêncio reinou sobre boa parte do tempo. A história foi bem encaixada, as consequências da velhice se destacaram como reais, mesmo sobre os dois mais fortes mutantes da terra. A ideia de deixar o legado para uma nova geração abriu a mente para as novas criações. O filme tentou seguir ao máximo a realidade, em uma cena, a limousine de Logan se chocou contra uma enorme cerca com arames. Ao contrário do que muitos pensaram a cerca não fora destruída, o para-choque frontal do carro enganchou nela e teve que arrastá-la de ré. Mas espero que os malucos anti-spoiler não acreditem que eu tive uma intenção maligna ao expor uma ideia dessas, também posso me esconder por trás do fato de que o filme já está saindo dos cartazes.

Em uma de suas caminhadas ao encontro do lugar legal, a relação expressa entre ele e sua filha me lembrou o game “The last of us”, que por sinal um amigo me disse que o enredo pareceu ser copiado. A relação entre eles fez com que o final se tornasse perfeito e completamente justo, a entrega do legado para uma nova geração, além de sabermos que o ator Hugh Jackman está envelhecendo. Para descrever de forma única o filme, a tradução brasileira poderia ter nos dado uma de suas brilhantes titulações “Logan, o funeral”, mas não fizeram em nome da defesa do movimento esquerdista anti-spoiler, mas é exatamente isso que o filme é. O funeral, a morte de Logan e os motivos mais inteligentes para que isso fosse aceitável.

Quando os créditos foram subindo um cara do fundo começou a questionar “Logan morre, após o filme Wolverine, o imortal” isso bastou para fazer com que algumas pessoas esperassem o final dos créditos em busca de um retorno zumbi do seu mutante favorito.

Espero que tenha gostado dessa “Resenha, não tão resenha”, não espere que eu entre em detalhes técnicos sobre isso, isso é caso para meu amigo Samueu, um cinéfilo completo. Aqui é só um escritor qualquer, contando suas histórias e dando mais importância ao comportamento das pessoas do que da produção cinematográfica. Até a próxima e ainda vem uma resenha, não tão resenha, de Power Rangers. Até lá.

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