Problemas e ruídos1 min read

Hoje acordei a me perguntar: é possível viver sem os problemas de alguém?

Esse questionamento me venho a mente, ao lembrar dos dias em que tomei à frente de problemas que não eram meus. Posso pensar, na verdade, que os problemas que realmente são meus outrora não eram. A minha busca pode não ser pela felicidade, como muitos afirmam ser o padrão humano, pode ser o questionamento de algo a mais. Algo que pode me trazer felicidade ou não, algo que só me traz um mínimo prazer na descoberta da resolução. Mesmo que o resultado seja uma puta dor de cabeça que os remédios se enganam ao curar.

Vejo que por onde passo a maioria das pessoas fogem de compromissos, fogem de responsabilidades e acabam por buscar um retrocesso “anti-experiência”. Evitam tentar com argumentos medrosos de que é difícil, pensam em maneiras fáceis de saírem de um sufoco que só a ideia de longo prazo será a correta. No resumo é mais fácil dar um jeitinho do que assumir um compromisso honesto com o correto.

Essa falta de compromisso me diz que tenho um papel mais importante em algumas vidas, e tenho que acalmar o barulho de histeria dos que conseguir.

Se um dia eu me sentar em um lugar tranquilo para desfrutar do silêncio verdadeiro, aquele que tento conquistar desde que me lembro, talvez eu retorne para o barulho preocupado com os que não ouvem seus próprios ruídos.

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