Buquê de flores

Caminhei sem ser notado. Passos lentos, sem rumo, apenas seguia para tentar não interromper o fluxo natural da vida. Multidões iam em destinos iguais, uns para lá outros vinham, mas ninguém interrompia esse fluxo. Sempre em frente, sem explicações plausiveis para um passo de cada vez. As escadas que possuíam um temporizador ocasional para facilitar […]

Sabe aquele negócio de amizade?

Há não muito tempo estive pensando no que fazer da vida, já conhecia todos os conceitos dos altos e baixos e acreditava que com mais uma leva de esforços eu conseguiria superar os momentos de queda e retomaria o pique para tentar sair dos problemas novamente, como se nada me abalasse. Eu estava cansado e […]

Peter, o comedor de sonhos

Se era uma criança normal? Claro que era! Você nunca tem como saber o que pode ser de verdade, porque não sabemos de fato se a nossa realidade é esta em que estamos. Talvez você seja parte de algum experimento tecnológico ou quem sabe não é nada, apenas parte de um todo que te entende […]

A união comunitária

“Tia Vera, tia Vera, podemos tirar a pipa que caiu no seu telhado?” Sempre ouvia esse tipo de questão Vera sabia que podia confiar nas crianças, eles tinham medo de pedir para as pessoas de outras casas e para evitar os sermões e costumavam invadir tentando habilidades de ladino. Mas a sorte quase nunca visita […]

O Andarilho Clemente agora em versão impressa

Uma das vontades de um escritor é ter os seus livros impressos, na mão, para sentir o cheiro de livro novo e com suas próprias palavras, sentir o conforto da diagramação aprovada e das palavras encaixadas e aquela capa, ah a capa. Um amor continuo desde o nascimento do título até a criação do design, […]

O tempo perdido

2017 realmente foi um ano bastante marcante. Eu poderia ampliar e falar das mudanças do mundo, do avanço da operação lava-jato ou qualquer outra merda dessas que aconteceu na pluralidade do inédito, mas me recluso sendo egoísta e refletindo sobre minha própria vida em fevereiro. Geralmente as pessoas utilizam os dias da passagem do ano […]

A Escuridão e o Escritor

Às 4h19 da manhã vivo as loucuras de um escritor com a mente tonta como em um pesadelo semiacordado. Uma casa pequena, com dois cômodos nada espaçosos e um banheiro, não sei o que devo usar como quarto e o que devo usar como sala/cozinha/quintal/e o caralho. Como se já não bastasse todos os problemas […]

O almoço da morte

O decorrer do dia não estava na prancheta. Se eu fosse realmente planejar poderia colocar como primeiro item: “preservar a vida como ela é”; mas como eu não tenho o dom de planejar, prefiro seguir com o improviso. Para as pessoas eu digo que foi tudo como o esperado, nada como socializar, não é mesmo? […]