O que vale mais? - Conteúdo rápido vs qualidade

Recentemente eu andei avaliando algumas propostas de trabalhos para redatores web, e acabei observando alguns pontos preocupantes, que me levou a pensar: “O que vale mais, conteúdo rápido ou de qualidade? ”. As empresas estão desesperadas para adicionar ou continuar com suas iniciativas de marketing de conteúdo e acabam solicitando profissionais que resolvam os seus problemas de forma mágica e com baixo custo. O jeitinho brasileiro atinge com frequência essa área e acaba criando “profissionais” sobrinhos que recebem qualquer tipo de solicitação como ganho extra. Pois bem, algumas empresas chegam a anunciar oportunidades que pagam até cinco reais por artigo original escrito com um mínimo de 500 palavras. Aqui onde você está na leitura, chegamos a cerca de 130 palavras, imagine criar um conteúdo com 500 palavras e rico em originalidade?

Isso seria muito fácil para mim caso o artigo esteja dentro de áreas em que eu domino como por exemplo escrever artigos sobre educação me deixaria rico e ainda com muito o que dizer por mais de um ano, mas o que acontece normalmente é a contratação de redatores que não possuem conhecimento na área ao qual foram requisitados e as cópias começam a surgir consideravelmente. O redator que recebe os seus 5 reais por artigo tende a ter que escrever um mínimo de 8 artigos por dia para se satisfazer financeiramente. Isso não é impossível, claro que não é, mas me digam quanto de tempo você levaria para organizar ideias e escrever um texto com um mínimo de 500 palavras?

Um profissional da área poderá ter suas técnicas, mas nunca conseguirá garantir um bom artigo de um assunto ao qual não esteja familiarizado. Mas aqui em nosso país o que predomina é a ideia do “topo tudo por dinheiro”. Seria interessante prosseguir com uma ideia puramente ética e escolher conteúdos em que eu venho estudando constantemente. Mas a questão financeira desta profissão nos impede de luxar. Algum dia teremos que escrever sobre coisas que nunca imaginamos que escreveríamos, e isso não tem mal nenhum, o problema definitivo é o fato de escrever psicografando o Flash e esquecendo dos princípios primordiais que são o estudo e a nossa capacidade de desenvolver uma boa crítica.